Aracati: muito além das falésias coloridas de Canoa Quebrada
Publicado em 08. mai, 2009 por BlogTur
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ARACATI, Ceará – Há uma placa na Broadway, a principal rua de Canoa Quebrada, em homenagem ao pescador Adolfo Alves dos Santos. Seu Adolfo, como era conhecido, foi o primeiro morador da região a receber turistas em sua casa. Como os visitantes eram muito brancos, a população temia que aqueles hippies fossem vampiros. Trinta anos se passaram, e Canoa Quebrada perdeu o medo de dentes pontudos. O bairro mais famoso da cidade cearense de Aracati investe na beleza de suas falésias, que parecem pintadas a mão, para atrair devotos do sossego e da aventura. Parapentes e tirolesas dividem a lista de atividades com a simples contemplação do mar quente e sem ondas. Impossível não ficar fascinado com as lendas do Centro Histórico e as lagoas de água doce entre as dunas, onde só chegam os buggies mais destemidos. Antes de cada passeio, aliás, é praxe perguntar se o roteiro deve ser com ou sem emoção. Segure-se firme, abra bem os olhos e escolha sempre a primeira opção.
O buggy é companhia indispensável para quem quer conhecer os cartões-postais de Canoa Quebrada. O passeio mais conhecido, que percorre 36 quilômetros de litoral até Ponta Grossa, reserva mais do que recifes, falésias e coqueirais. Majorlândia, uma das primeiras praias do roteiro, é o berço das tradicionais garrafas de areia colorida, suvenir obrigatório para quem pisou em areias cearenses. As falésias de três praias da região – incluindo Majorlândia – garantem a matéria-prima das garrafas. Não há registro de quando os artesãos locais descobriram a técnica. A pioneira, no entanto, seria Joana Carneiro, que também teve a ideia de retratar cenários idílicos com a areia. O filho da artista, Antônio Eduardo, foi responsável por outra invenção que pôs Majorlândia no mapa dos visitantes. Toinho da Areia Colorida, como é conhecido, assina as esculturas gigantes da pousada Refúgio Dourado, uma parada popular no passeio de buggy até Ponta Grossa.
Canoa Quebrada, diversão entre as dunas do Ceará: Foto: Renato GrandelleVale dedicar alguns minutos (e fotos) à Garganta do Diabo – que, apesar do nome, é um dos mais belos pontos do tour. Entre as falésias, há um pequeno vale onde escorre um filete de água doce até o mar. Os mais aventureiros podem conferir quanto tempo conseguem ficar parados próximo às pedras, pisando na areia fofa. Em Ponta Grossa, o espetáculo das falésias em dégradé dá lugar a um morro de areia. Os dispostos a queimar algumas calorias na subida ganham de presente uma senhora vista do litoral. Para engordar novamente, basta esticar o tour até a Barraca Pantanal, especializada, claro, em frutos do mar.
O sobe e desce pela areia também está no passeio das dunas – mas, ao contrário do que ocorre em Ponta Grossa, são os buggies que fazem esforço. Quem escolher o passeio “com emoção”, como dizem os bugueiros, vai descer até cinco metros em marcha a ré. Os batimentos cardíacos também aceleram em uma barraca no meio do nada, onde ficam os esportes da franquia “bunda”. Descer a duna sobre uma prancha (esquibunda) custa R$ 3 – e o aventureiro pode repetir a manobra quantas vezes quiser. Quem preferir chegar à lagoa de água doce por uma tirolesa (aerobunda) paga R$ 4 – com direito de voltar à barraca em um carrinho elétrico.
Fonte: O Globo
Renato Grandelle viajou a convite da BNTM e da Pousada Latitude




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